Associação repudia calúnia e ataques contra jornalista

Associação repudia calúnia e ataques contra jornalista

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lançou nesta quarta-feira, 12/02, manifesto em apoio à jornalista Patrícia Campos Mello, repórter da Folha de S.Paulo que, em 2018, fez uma série de reportagens denunciando disparos em massa no Whatsapp durante as eleições presidenciais daquele ano. Jornalistas e não jornalistas que quiserem assinar o manifesto da Abraji podem fazê-lo a partir de link no site da Associação.

Em sessão da CPI das Fake News, no Congresso Nacional, a jornalista foi vítima de ataques e acusações do depoente Hans River do Rio Nascimento, que trabalhava então numa empresa que promovia os disparos e disse à época que teria muita coisa a denunciar. Ele foi uma das fontes da reportagem Empresários bancam campanha contra o PT pelo Whatsapp, publicada na Folha de S.Paulo em 18 de outubro de 2018. Na CPI, Nascimento disse que a repórter o havia assediado para obter informações sobre os disparos.

Na edição de hoje, a Folha de S.Paulo aponta uma série de declarações mentirosas de Nascimento, incluindo o suposto assédio, mostrando cópias de mensagens de Whatsapp trocadas entre ambos. Em decorrência da série de reportagens, Patrícia Campos Mello já havia sido ameaçada à época por seguidores de Jair Bolsonaro.

A matéria da jornalista e os textos que se seguiram ao inicial, no entanto, fizeram de Patrícia Campos Mello a jornalista mais premiada de 2019, segundo levantamento do Portal Jornalistas e Cia. Nascimento ressurgiu do anonimato agora, com o palco que a CPI lhe deu. Como maior atributo, continua tendo pleonasmo bilíngue de seu nome.  

Texto publicado em 12/02/2020

 

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Curtas

  • A organização da tradicional feira Bett Educar anunciou na última quarta-feira, 25 de março, o adiamento do evento neste ano. A Hyve Eventos, empresa organizadora ainda não sabe quando o evento será realizado. A data anterior era de 12 a 15 de maio, mês em que a feira costuma acontecer. O adiamento, obviamente, é consequência da pandemia do Covid-19. O tema deste ano será “A educação de hoje nos prepara o futuro?”. A programação está dividida em quatro grandes áreas: gestão, tecnologia, formação de professores e políticas públicas. Informações sobre ingressos e programação estão disponíveis no site do evento. Texto publicado em 27/03/2020

  • De um total de 1,3 bilhões de jovens entre os 15 e os 24, população estimada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) nessa faixa etária, aproximadamente 267 milhões deles não trabalhavam e nem estudavam em 2019. A estimativa consta do relatório “Tendências Globais de Empregos para Jovens”, lançado pela entidade no último dia 9 de março. O número é levemente mais alto do que o registrado em 2016 (259 milhões, ou 3,08%). A previsão, no entanto, é que o número cresça para 273 milhões em 2021. Um dado preocupante é a desproporção entre homens e mulheres que não estudavam ou trabalhavam no ano passado: as mulheres eram 69,8% do total, ou seja, 181 milhões. Publicado em 12/03/2020

  • Do contingente total de 1,3 bilhão de jovens entre os 15 e os 24 anos, mais da metade (770 milhões) não estão entre aqueles considerados como força de trabalho (empregada ou não), ou seja, não estão procurando trabalho ou não se encontram disponíveis para trabalhar (muitos deles em razão de estarem estudando). É o que diz o relatório “Tendências Globais de Empregos para Jovens”, lançado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) no último dia 9 de março. Efetivamente trabalhando, há 429 milhões de jovens, além de outros 68 milhões tidos como desempregados (totalizam 497 milhões de jovens). O desemprego médio é de 13,6%, mas é muito variável de região para região. Na América do Norte, por exemplo, é de 9%; na África, de 30%.  Entre os empregados, no entanto, 55 milhões (13%) vivem em condição de extrema pobreza, ou seja, com menos de US$ 1,90 por dia (algo em torno de R$ 9,20 em 12 de março). Outros 17% vivem em condição moderada de pobreza, com até US$ 3,20 por dia (R$ 15,50/dia). Apesar de ainda alto, o número daqueles que se encontram em extrema pobreza caiu 20 pontos percentuais entre 1999 e 2019. As regiões que ainda apresentam índices muito alto de extrema pobreza entre os jovens são a África Subsaariana e os estados árabes. Publicado em 12/03/2020

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